Jane Haddad

Professora

Mestre em Educação pela Universidade Tuiuti do Paraná (2010-2013). Docência do Ensino Superior pelo Centro Universitário Newton Paiva (2004), Teoria Psicanalítica pela UFMG (2001) e Psicopedagogia pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (1999). Graduada em Pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1998). Atuou por mais de 22 anos em escolas como professora, coordenadora pedagógica e diretora. É conferencista, tendo participado de inúmeros eventos educacionais (nacional e internacional). Autora de diversos artigos sobre educação em sua relação com a comunidade; indisciplina escolar; relação família e escola; transtornos educacionais dentre outros temas. Atualmente colabora com seus artigos na revista Direcional Educador e na Revista BIS do Sindicato das Escolas Particulares de BH-MG. Autora dos livros: “Educação e Psicanálise: Vazio existencial”, “O Que Quer a Escola: Novos Olhares resultam em Outras Práticas” e Cabeça nas Nuvens: orientando Pais e Educadores sobre o Transtorno do Déficit de Atenção, publicados pela editora WAK, do Rio de Janeiro.

Programa de Formação de Professores e Gestores para Educação Inclusiva: Tecer Pontos e Desatar Nós.
1. APRESENTAÇÃO Falar e fazer educação é tecer pontos, desatar nós e rever o ponto fundante da nossa vida pessoal e profissional, remover retalhos…que não nos servem mais e permitir novos retalhos, uma parte, outra parte…vai formando o todo, da singularidade ao universal, do individual ao coletivo, do sózinho ao encontro com o outro… uma colcha de retalhos, jamais termina, está sempre em construção. É desta forma, que pretendo tecer alguns pontos sobre e na educação que considera todos os seres humanos como únicos, e não apenas como diferentes daqueles que consideramos normais. Lidar com a diversidade na escola ainda é uma questão tensa sustentada em muitos pontos de interrogação. A educação contemporânea nos convoca, a um outro olhar. Um olhar que antecipa o futuro que está por vir e intervém no presente. Um olhar que pede muito mais que denúncias e queixas de uma educação adormecida em único modelo de sujeito. Incluir requer desejo, formação e responsabilidade: trazer para si os nós. Pensar a ética como apontou Michel Foucault em seus últimos escritos: ética como prática reflexiva da liberdade. No século XXI, caminhamos rumo a uma profunda transformação da educação, porém será preciso descer um pouco mais e rever na própria história da educação, os sinais de incompreensão entre as gerações e internalizar que é preciso escutar os “ruídos” daqueles que ensinam e dos que apreendem em seu processo humano. Caso contrário, continuaremos contemplando uma educação da eficiência em detrimento do Sujeito seja ele na figura do professor, do pai, da mãe ou mesmo do aluno. O processo educacional do século XXI requer sujeitos que se reconheçam no que fazem. Quantos sujeitos-professores desejam melhorar seu conhecimento? Quantos sujeitos-alunos enxergam sentido em seu processo de aprendizagem? Como não cairmos apenas em uma cultura dos indicadores? Educar é processo, é lidar com vida, com diversidades, com sujeitos. Investir em formação docente requer investir em sujeitos desejosos, professores-sujeitos que reconheçam a si mesmo para que consigam o reconhecimento alheio, que tanto sonham. Formar-se requer saber: Para onde quer ir? Que caminho vai trilhar? É refletir seu próprio processo de aprendizagem. Nossos esforços, não devem se resumir apenas em cumprir leis e sim em um comprometimento ético em que contemplemos uma educação que atenda as diferenças de cada um. Porque precisamos de leis para que os alunos ” diferentes” possam ter seus direitos garantidos? Como conseguir tal educação, que muitas vezes é baseada em um currículo ainda classificatório e excludente? Uma educação pautada na diversidade deverá indagar o sentido do Currículo escolar e indagar sobre um currículo que contemple os sentidos, o lúdico, a sensibilidade, o estético, alicerçado na forma de olhar e reconhecer a importância da diversidade e que favoreçam um debate entre todos os envolvidos na comunidade educativa. Defendo a inclusão que começa em cada um de nós, primeiro nos aceitando em nossas limitações e também em nossas possibilidades, dessa forma é possível olhar na e para a diversidade. Uma proposta inclusiva deve contemplar uma concepção de sujeito, de educação e de mundo. Que pessoa queremos ajudar a formar? Para atuar de que forma no mundo? Pautado em quais princípios e valores? O aluno é o Sujeito do currículo? Trabalhar a diversidade e a diferença é um longo caminho a ser percorrido. Reconhecemos o acesso de crianças e jovens com algum tipo de deficiência ou mesmo com dificuldades nas escolas regulares ter aumentado nos últimos anos, ainda são grandes os desafios de preparar os professores para mantê-los na sala de aula com os demais colegas e de receber crianças que ainda estão excluídas do sistema educacional. O curso propõe a formação em diversas frentes: formação continuada, formação cultural e desenvolvimento pessoal e profissional e atende ao que foi apontado no documento Caminhos do Direito de Aprender, publicado pela Unicef em 2010, que cita a “capacitação de professores” como uma das principais ações de melhoria da educação. 2. Objetivos • Desenvolver uma ação voltada para análise institucional, no sentido de identificar e refletir sobre aspectos instituídos nas relações educativas, buscando potencializar o exercício da diferença. • Contribuir para a formação dos gestores e professores para uma prática profissional comprometida com a Educação Inclusiva e com o projeto de reconstrução social pautado nos princípios da democracia e da justiça. • Promover o entendimento da educação inclusiva com o intuito de oferecer aos gestores e professores os instrumentos necessários para o bom convívio com as diferenças que se apresentam diariamente na escola e sala de aula. • Contribuir para a reflexão dos gestores e professores, sobre a importância de ENTENDER a educação inclusiva e PARTICIPAR do processo como agentes de transformação. • Instrumentalizar os Gestores e Professores para a “inclusão” dos seus alunos “diferentes”, contemplando conhecimentos sobre as especifidades dos mesmos. • Refletir e importância da mediação do processo ensino-aprendizagem para crianças, adolescentes e/ou adultos que necessitam de acompanhamento na escola, em função de dificuldades ou deficiências que não encontram meios de adaptação na escola regular. • Discutir aspectos da metodologia de ensino e aprendizagem em situações de atendimento educacional especializado junto a alunos com necessidades educacionais especiais; • Contribuir no suporte pedagógico aos docentes em assuntos referentes à educação Inclusiva; • Orientar a formulação de programas de educação em direitos humanos, em articulação com os sistemas de ensino, visando à superação de preconceitos e a eliminação de atitudes discriminatórias no ambiente escolar; • Construir reflexões que ressignifiquem o manejo com as diferenças; • Desenvolver uma dinâmica de pertencimento por parte dos gestores e professores. • Subsidiar a reflexão permanente sobre a prática docente, com o exercício da autocrítica da sociedade, da cultura e do conhecimento. • Institucionalizar e fortalecer a parceria escola e família. • Garantir o diálogo e acompanhamento, suporte e retorno sobre resultados das atividades de formação. • Assegurar com os objetivos do programa de formação continuada a eficácia do atendimento a diversidade. • Refletir sobre uma pedagogia diferenciada. • Valorizar a docência como atividade intelectual, crítica e reflexiva. • Conhecer e discriminar os diversos distúrbios evolutivos e compreender sua dinâmica funcional. 3. Programação • Curso de Capacitação para os Gestores das Unidades Escolares para Educação Inclusiva. 5 Encontros presenciais de 8horas cada, totalizando 40 horas. • Cursos de Capacitação Regional para os Educadores da Educação da Infância e Básica. 5 encontros presenciais de 8 horas cada, totalizando 40 horas. • Supervisão à distância dos estudos de aprofundamento para os dois grupos Carga horária de acompanhamento de 20 horas. *** OS MÓDULOS ABAIXO, PODERÃO SER ADAPTADOS EM FORMATOS MAIS SUCINTOS DE 8H, 16H OU DE ACORDO COM A NECESSIDADE DO GRUPO. 1º ENCONTRO: EDUCAÇÃO INCLUSIVA: TECER PONTOS, DESATAR NÓS. O atual desafio da educação inclusiva é provocar reflexões que possam desencadear novas atitudes que permitam a compreensão de situações complexas de ensino, para que os professores possam desempenhar de maneira responsável e satisfatória seu papel de ensinar e aprender para a diversidade. • Mundo contemporâneo: O que quer a Escola? • O novo perfil da família contemporânea e seus desafios frente a educação. • Histórico da Educação Inclusiva; As leis que amparam a Inclusão em escolas regulares: a relação entre os conceitos teóricos e a prática inclusiva. • Fundamento, Legislação e Práxis da Educação Inclusiva. • Educação Inclusiva: reflexões sobre a escola para todos. • Questões da diversidade e Contemporaneidade 2º ENCONTRO: Um ponto a mais. A dificuldade de aprendizagem tem sido tão valorizada que até “dificuldades” próprias do processo ensino aprendizagem vem sendo encarados como distúrbios. Como interrogar os “novos sujeitos” que adentram a educação? O debate da inclusão não se resume a inserção de alunos com “deficiência” nas redes regulares de ensino e sim em enxergar possibilidades no lugar de limitações. • Psicopatologia Institucional: entre a normalidade e a patologia de desenvolvimento psicológico da infância e adolescência. • Discussão de casos trazido pelo grupo. • Conhecer os diversos distúrbios evolutivos e compreender sua dinâmica funcional. • Alterações cognitivas (do pensar); • Alterações do pragmatismo (do querer); • Alterações afetivas (do sentir). 3º ENCONTRO[1]: COLCHA DE RETALHOS. Colcha de retalhos é uma capacitação oferecida aos educadores e pais, psicólogos, psicopedagogos, pessoas, propiciando-os a rever a escolha de ser educador…pais, filhos …. Reafirmar sua história, rever seus compromissos através do tecer retalhos significativos e marcantes da vida de cada um, cada um tem uma história para contar: alegre, triste, engraçada… revisitar seus ” porões”, abrir as compotas e deixar vazar, sentimentos guardados, emoções desconhecidas. Ao pegar cada retalho vamos recordando pessoas, fatos e acontecimentos… ” traumas” dificuldades…momento de esvaziar-se, desatar nós e rever pontos! O que é meu? Que sentimento posso deixar por aqui? Qual devo levar? • Filme: “PEQUENAS HISTÓRIAS” dirigido por: Helvécio Ratton e com atuação de Marieta Severo. Com cada ponto, um conto é aumentado e com vários pontos, vários contos são demonstrados em uma belíssima colcha de retalhos. • Aprendendo a tecer uma outra educação: perceber e conviver nas diferenças. • Conceitos e definições sobre aprendizagem. O processo de aprendizagem. Dificuldades de aprendizagem. • Diversidade das aprendizagens, tendo como pano de fundo uma política de direitos humanos. • Pontos para uma Pedagogia diferenciada: uma outra concepção de organização escolar. [1] Para este módulo solicitar que cada participante leve um pedaço de retalho de algum tecido que tenha sido significativo em sua vida. 4º ENCONTRO: Cada vez mais percebemos que o processo de Inclusão acontece na Vida e não somente na escola, no trabalho ou em um determinado ambiente social. Como receber alunos com alguma dificuldade na escola? A inclusão é um convite para reinventarmos a nossa forma de olhar refletir e fazer uma educação na e para a transformação. O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) vem gerando enorme angústia para pais, professores, crianças e jovens. Diante de tantos ” diagnósticos” de TDAH, como ponto de chegada. Nosso objetivo é interrogar os discursos e práticas educacionais para além das e-vidências (o que todos veem) e trazer a luz a dúvida, a incerteza e o que não estamos vendo. O que não estamos vendo em nossas praticas educacionais? • Desatar os nós: Diagnóstico e encaminhamento no atendimento a portadores de necessidades Especiais. • Diferenciar Transtornos de Aprendizagem e dificuldades momentâneas. • TDA e TDAH: etiologia, procedimentos clínicos e escolares com estudos de casos. • Dislexia: etiologia e discussão do filme: Como Estrelas na Terra. Dirigido por Aamir Khan. 5º ENCONTRO: (PONTO A PONTO): Há muitos fatores que influenciam o modo de pensar, de sentir, de atuar dos professores, ao longo do processo de ensino; o que são como pessoas, os seus diferentes contextos biológicos e experiências, isto é, as suas histórias de vida e os contextos sociais em que crescem, aprendem e ensinam. Currículo Escolar: tecer um currículo inclusivo • Adaptações Curriculares para a Inclusão. • Contemplando o Currículo “oculto”. • Contrato com a família. • Estratégias de Sobrevivência; Procurando cuidar de si, do outro e do mundo.
Contribuição da Psicanálise à Educação
Entender A Relação da Psicanálise e a Educação a partir dos conceitos fundamentais de Freud sobre o sujeito, a sexualidade e a cultura e suas implicações com o conhecimento e o saber. O significado inconsciente do não aprender. Psicanálise: Histórico e conceitos fundamentais; A Educação escuta a Psicanálise; Contribuições dos Pós Freudianos à Educação.
TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade) e seus Desafios na Escola Atual
O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) vem gerando enorme angústia para pais,crianças,jovens e professores. Crianças, jovens e adultos diagnosticados com TDAH são rotineiramente taxados de “problemáticos”, ”desmotivados”, “avoados”, “irresponsáveis” ou até mesmo, “pouco inteligentes”. Grande parte do que ouvimos e lemos sobre este assunto tem uma conotação negativa. Uma das razões disto é que o transtorno ainda é pouco conhecido no meio comum e até mesmo no meio onde deveriam ser amplamente difundido, entre professores, educadores, psicólogos e médicos. Estudos mostram que 3% a 5% das crianças em idade escolar são portadoras do TDAH, mostrando que a divulgação do Déficit é de suma importância, principalmente na área Educacional. O Curso propõem trabalhar com a seguinte temática: O que é Transtorno de Déficit de atenção/Hiperatividade? Quais são as causas do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade? O que esperar: a natureza do transtorno; O contexto da família de uma criança/jovem com TDAH; Preparando-se para a avaliação; Lidando com o diagnóstico/tratamento de TDAH; Como ajudar as crianças/adolescentes com TDAH; Aperfeiçoando a educação na escola e em casa: Dicas e estratégias que já estão sendo usadas; Mantendo o desempenho escolar em perspectiva de sucesso; Relato de casos; Leituras recomendadas; Avaliação/Encerramento.
Psicopedagogia: Distúrbio de Aprendizagem x Dificuldades de Aprendizagem
Como nós educadores podemos saber como nosso aluno aprende e seus desafios diante de tantas informações? Como meu aluno aprende; Diversos estilos de Aprendizagem; O desejo de Aprender; Aprendizagem significativa; Geração Zap – Como aprender – Como ensinar; Estudo de casos.
Faça sua Supervisão Pedagógica e Psicopedagógica
A psicanálise escuta o saber: Um caminho, vários percursos. A educação precisa olhar e escutar as particularidades de cada um.Como o desejo de saber elege este ou aquele objeto em saber? Os “Sinais de alerta” (sintomas), TDAH, dislexia, fracasso escolar, síndromes diversas… Nos chama a refletir; o que está acontecendo com o saber? Onde ele implica? Qual é o sentido de Aprender? É preciso interpretar o mundo e suas implicações com o saber. Ao acreditar nessa interlocução da psicanálise com a psicopedagogia, Jane Patrícia propõem um trabalho consistente e fundamentado na Psicanálise. PÚBLICO ALVO: Professores, estudantes de pedagogia, psicologia e psicopedagogia, pequenos grupos ou individual.
Educar no Século XXI: Contribuição para Ética do Cuidado
A educação é um dos grandes desafios do Século XXI, a globalização ampliou o universo das crianças e jovens, de tal forma que família e escola vêm se perguntando: como educar hoje? Como amparar crianças e jovens sem tirar-lhes os deveres e a responsabilidade do cotidiano? Nesta palestra refletiremos sobre o cuidado como um bem interno para professores, pais e alunos. Educar no Século XXI requer coragem e habilidade de pensar em processos, e nunca em algo acabado. Educar no século XXI, é um convite que conecta escola e família, pólos que, unidos, podem ampliar e aproximar o reconhecimento da co-responsabilidade do cuidado de uns pelos outros conduzindo o cotidiano escolar e familiar como um lugar de encontro, sustentado nas relações construídas em uma ética do cuidado.
Gestão do Clima na Sala de Aula: Mediando Conflitos
A palestra tem como objetivo, refletir o papel do professor – mediador em sua relação com ele mesmo, com o aluno e com o saber e revisitar suas implicações na sala de aula. Quem é este aluno considerado “indisciplinado”? O momento educacional requer um reposicionamento por parte dos professores e alunos diante de uma pluralidade de fatores que envolvem o clima na sala de aula. Não haverá professores e alunos que escapem a este desafio.
Síndromes e Deficiências e seus Impactos na Educação Contemporânea
Na educação existe uma confusão entre o que é Síndrome e o que é Deficiência e, em meio aos dois, fica a pergunta: o que é um aluno normal? Toda síndrome afeta o desenvolvimento intelectual do sujeito? A deficiência deve ser entendida como limitação? A maneira como as síndromes e deficiências vem sendo discutidas e “diagnosticadas” nas escolas sugere uma possível “surdez” na escuta das questões essenciais educativas. A Palestra tem como objetivo, apresentar algumas síndromes e deficiências presentes “invisivelmente” no espaço escolar e abrir um diálogo franco e direto com gestores, coordenadores e professores sobre esse tema.
Uma Visão de Futuro: Na Escola Presente
Educar com visão de futuro e agir no tempo presente. O cenário educacional nos convoca a uma (re)leitura do nosso espaço escolar presente. Como considerar um tempo espaço de educar em uma sociedade do instante? Estamos em plena era do conhecimento, a qual nos estimula a pensar livremente. O momento é de quebrar fronteiras e considerar o saber incompleto. A escola ainda é um espaço privilegiado para conceber e (re)inventar novos espaços escolares. O fator tempo está em curto-circuito com nossas aulas. Nossos espaços escolares contemplam o aluno de hoje? “Sem temporalidades longas, corremos o risco de nos tornarmos meros consumidores de instantes”.
Transtornos Invasivos do Desenvolvimento e Transtornos de...
O objetivo da formação é capacitar os profissionais de Educação Ensino Fundamental a trabalharem com competência os conhecimentos necessários à educação inclusiva em alunos com necessidades especiais em Transtornos Invasivos do Desenvolvimento. Ampliar os conhecimentos nas áreas de Educação e Saúde relacionadas à crianças e jovens com transtornos invasivos , melhorar o desempenho no trabalho realizado com o deficiente e o desenvolvimento de carreira nas áreas de Psicologia, Educação e Saúde, apresentando novas e eficientes técnicas no processo de acompanhamento da pessoa com deficiência. O conteúdo planejado promove o desenvolvimento da pessoa deficiente, permitindo a aplicação prática para: Desenvolver as chances de aprendizagem; Estimular a potencialidade; Trabalhar pelo seu desenvolvimento; Proporcionar a integração social destas crianças. Transtornos Invasivos do Desenvolvimento e Transtornos de… É comum que professores sintam-se um tanto despreparados para lidar com certas situações em sala de aula, onde os alunos apresentam o que se costuma chamar de “problemas” de comportamento. O despreparo a que nos referimos muito provavelmente deve-se à sua formação docente, que não contempla especificidades do comportamento humano e suas novas síndromes. Estes problemas que os professores enfrentam na sua vida cotidiana vêem se agravando diante de tantos novos sintomas principalmente quando se trata da educação especial. Muitas vezes, quando um aluno apresenta algum tipo de comportamento mais complicado, (hiperatividade, agressividade, lentidão na aprendizagem, falta de concentração, etc), os professores sempre fazem as mesmas perguntas: O que fazer? Por que será que este aluno se comporta assim? Como lidar com esta situação? Para responder a essas e outras perguntas, faremos juntos algumas reflexões que, esperamos, possam ajudá-los na compreensão e no encaminhamento pedagógico, buscando a melhor resolução dos problemas de comportamento em sala de aula. Autismo Infantil Um Transtorno Invasivo do Desenvolvimento é definido pela presença de desenvolvimento anormal e/ou comprometido que se manifesta antes da idade de três anos e pelo tipo característico de funcionamento anormal em todas as três áreas de interação social, comunicação e comportamento restrito e repetitivo. O transtorno é três ou quatro vezes mais frequente em garotos.
O Que Quer a Escola? Novos Olhares Possibilitam a Construção de Novas Práticas.
A palestra tem como objetivo refletir o nosso papel de Professor-educador. Quem é este aluno contemporâneo que fala? Queremos formar um aluno-sujeito crítico e reflexivo? Para isto teremos que começar a re-inventar a relação professor – aluno, o que implica em nos colocarmos como pesquisador da nossa própria prática começando pela sala de aula. Re significar nosso entendimento de ser escola, nos possibilita uma construção de novas práticas. Estabelecer novos olhares, para além do que estamos vendo e ouvindo O que eu posso transformar na educação hoje? O momento atual nos convoca a escutar os apelos silenciosos dos nossos alunos e suas famílias, momento de rever nossas concepções e re inventar novas formas de fazer educação. Que escola temos? Que escola queremos? Uma oportunidade de refletirmos nosso lugar “destituído” de professor- educador. Queixar-se ou Responsabilizar-se? A escolha é de cada um.
Parceria Indissolúvel: Escola e Família
Com a participação da família no processo de ensino aprendizagem, a criança e o jovem ganham auto confiança. Vivemos atualmente em um mundo individualista e de grandes transformações, sendo que educar requer tempo e paciência. Atualmente escolas e famílias são convidadas a repensar seus papéis. Como participar das atividades escolares de seus filhos? Educar requer tempo, olhar e escuta, como andam os nossos? O que é da Família e o que é da Escola? É possível pensar assim , ainda hoje? A palestra tem como objetivo, provocar algumas reflexões sobre essa parceria indissolúvel.
Pais e Filhos: Momento de Diálogo e Encontro
Educar hoje é alargar os horizontes, estamos em um momento de mudança de cenário, há uma urgência no ar em recuperarmos os laços sociais. Escola e Família são parceiras, juntas precisam redescobrir formas de dialogar sobre valores e crenças. Não podemos continuar buscando culpados por tudo que não estamos conseguindo atuar. É preciso partirmos do possível,do hoje, na educação de filhos não há rascunhos e improvisos. É preciso desligarmos o piloto automático e nos responsabilizarmos pela educação de nossos filhos. Ser pais é uma função vitalícia. Na interseção há uma possibilidade de reencontro. A palestra é um momento de diálogo e encontro entre Família e Escola”. Educar é suportar não ter respostas prontas e sim novas perguntas a serem levantadas.
Reeducar o Olhar: Construindo Caminhos para Inclusão
O momento educacional nos convoca a intensificar novos conhecimentos e novas formas de olhar, imprescindíveis para atender à proposta da Educação Inclusiva voltada aos alunos que apresentam algum tipo de transtorno ou dificuldade. Educar deve ultrapassar olhares e práticas excludentes. Cada vez mais percebemos que o processo de Inclusão acontece na Vida e não somente na escola, no trabalho ou em um determinado ambiente social. Como receber alunos com alguma dificuldade na escola? A inclusão é um convite para reinventarmos a nossa forma de olhar refletir e fazer uma educação na e para a transformação.
Educar é Possível: A Psicanálise Inspira e Escuta a Família
A Família do Século XXI deve ser entendida dentro de singularidades. Hoje há novas configurações familiares. “A família do futuro deve ser reinventada ou entendida”? Falar da Família é falar também dos diversos contextos nos quais as crianças estão inseridas num primeiro momento; a seguir, entra o ambiente escolar e, por fim, a cultura e a sociedade na qual estiver inserida.
Roda de Conversa: Tecendo Pontos e Desatando Nós
Público: Alunos do Ensino Médio Qual é o lugar dos jovens hoje? Como conversar sobre o presente com visão de futuro. Adolescer em um mundo em que não há mais garantias.Momento de incertezas, grandes ofertas e pouca segurança. As ofertas são muitas, como escolher o melhor caminho no momento? Fazer escolhas não é fácil, principalmente porque escolher é se implicar na escolha e responsabilizar-se por ela. Adolescer é momento de confrontos e descobertas, e quem disse que isso não é bom? O mundo é como um novelo, basta ter ousadia para desenrolar, tecer, dar um nó, desatar outro e encontrar um novo ponto. Qual será o próximo ponto?
Limites e Responsabilidade
A palestra visa refletir junto aos educadores, a urgência de nos responsabilizarmos por nossas escolhas. A grande angústia do século XXI, é não podermos mais responsabilizar o outro pelos nossos erros e decisões. O mundo atual requer Escolhas e Responsabilidade, em um mundo que não existe mais fronteiras, cabe a nós educadores, colocarmos esse limite, entre o espaço publico (escola) e o privado (familia). Qual é a parte que lhes cabe?
Famílias Modernas e Filhos Pós-Modernos
Educar não é uma tarefa fácil, principalmente em uma sociedade com tantas transformações, com tantas “idas-e-vindas” com tantas fragmentações e até uma certa banalização do educar, o momento atual é de a incertezas e dúvidas, evidentes nas famílias e nas escolas. Não é necessário mais criar, pensar e interagir, a velocidade das “informações”, abriu uma fragmentação entre pais e filhos, entre professores e alunos, há um contraste visível entre a referência: velocidade/tempo que, se configura nos dias atuais, tanto na família como na escola. Como ficam crianças e jovens tendo de lidar com modelos identificatórios “adultos perdidos”? A pergunta, sem resposta, é um convite para pensarmos juntos.
Adolescentes: O Que Pensam Eles?
A palestra tem como objetivo, refletir e analisar sobre o desenvolvimento do adolescente imerso no Século XXI, como eles estão “lendo” o mundo? Que recado eles estão nos endereçando? Valores em crise, ou uma crise de valores?
Um Olhar Para e no Cotidiano Escolar
O mundo contemporâneo nos confronta e nos desafia para uma nova educação, que requer dos educadores novas formas de olhar e atuar no cotidiano escolar. Como fazer uma educação diferente? Nesta palestra desenvolvemos uma reflexão para entendermos este momento como um convite a novas formas de ser professor e desenvolver “novas” práticas. Educar não é uma tarefa fácil, porém possível, desde que haja desejo. O momento atual é de incertezas e dúvidas, o momento atual é um convite a distinguir o que é essencial e o que é fundamental para uma “nova educação”.
Pontos e Nós… Desatando Pontos, Revendo o Sentido do Educar: Quem sou Eu? Eu Educo Quem? Para Que?
Diante de tantos ruídos externos, deixamos passar momentos únicos, oportunidades, pessoas… Esquecemos o ponto principal e ficamos presos em nossos nós diários. Como desatar o nó? Passar ao ponto e rever… Qual meu ponto? O tema pode ser trabalhado em módulos de 4h, 6h, 8h ou 12h. Colcha de retalhos é uma capacitação oferecida aos educadores e pais, psicólogos, psicopedagogos, pessoas, propiciando-os a rever a escolha de ser educador, pais, filhos… Reafirmar sua história, rever seus compromissos através do tecer retalhos significativos e marcantes da vida de cada um, cada um tem uma história para contar: alegre, triste, engraçada… revisitar seus “porões”, abrir as compotas e deixar vazar, sentimentos guardados, emoções desconhecidas. Ao pegar cada retalho vamos recordando pessoas, fatos e acontecimentos… “traumas” dificuldades… Momento de esvaziar-se, desatar nós e rever pontos! O que é meu? Que sentimento posso deixar por aqui? Qual devo levar?
Cabeça nas Nuvens: "Orientando" Educadores para Lidar com o TDAH: Precisamos Falar mais Sobre Isso! Alguém na Escuta?
O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) vem gerando enorme angústia para pais, professores, crianças e jovens. Diante de tantos “diagnósticos” de TDAH, como ponto de chegada, resolvemos investigar os pontos de partida de tal transtorno. Não temos fórmulas mágicas e muito menos respostas prontas para tal transtorno. Nosso objetivo é interrogar nossos discursos e práticas educacionais levando em conta o aluno do século XXI. Cabeça nas Nuvens não pode ser uma forma de Ser diferente?
Tecendo Conversas: Família e Escola num Tempo de Mal-estar
Escola e Família precisam entender o momento de perplexidade em que nos encontramos. O que quer nossa sociedade? O que quer a Família? O que quer a Escola? A Palestra busca refletir sobre uma sociedade em mudança, com rápidas transformações, em que a incerteza e a dúvida, nas famílias e escolas, são evidentes.
Novos Olhares Possibilitam a Construção de Novas Práticas.
A palestra tem como objetivo provocar algumas reflexões como: Qual a nossa relação com o mundo hoje? Como são estabelecidos os laços sociais hoje? Que relações nossos alunos estabelecem com o saber? Quem é este aluno contemporâneo que fala que ingressa nas Universidades? Para isto teremos que começar a re-inventar a relação professor – aluno, o que implica em nos colocarmos como pesquisador da nossa própria prática. Estabelecer novos olhares, para além do que estamos vendo e ouvindo este é nosso maior desafio. Ser educador ou Estar educador? Um lugar em aberto. Vazio existencial: Queixa ou Escolha? O momento é de nos responsabilizarmos e legitimarmos nosso lugar de Educador.
Ser Pais Nos Dias Atuais: “É Possível Ser e Ser Percebido?”
O que significa ‘‘crescer” no mundo atual? Como acreditar e prospectar futuro para essas crianças e jovens quando não o fazemos mais em nossas vidas pessoais? Os pais estão se pregando uma peça quando saem do seu papel de adultos e pretendem ser vistos, como “amiguinhos” dos filhos. A Palestra busca refletir e provocar inquietações sobre o “aer percebido” além das incertezas e instabilidades, além das máscaras (computadores, TV, delivery, grifes, ficar…). Há um caminho a ser percorrido e refletido sobre o nosso ‘‘ser pais” em um tempo fast, em um tempo sem tempo.
Pais e Filhos em um Tempo Espaço: Uma Relação Problema Solução
Educar no século XXI é olhar um novo cenário onde tempo espaço nos convoca a uma co responsabilidade entre Família- Escola- Mundo. O tempo espaço em que nos encontramos hoje é uma questão de escolha e construção onde educar é movimento. Crianças e jovens mudaram, nós adultos mudamos? Mudamos, porém, pensando no mesmo tempo espaço, onde não há risco apenas garantias. A direção mudou o momento é de fazer uma (re)leitura do que é urgente e o que é importante na educação dos nossos filhos, sem perder a possibilidade de estabelecer relações com o já conhecido naquele novo a conhecer. A Palestra busca refletir sobre um novo tempo espaço onde é possível tecer novas relações a partir de escolhas diárias na relação pais e filhos.
Educação e Psicanálise: Vazio existencial – Uma Interlocução Possível
O saber só é construído na impossibilidade de tudo saber. Diante de tantas incertezas o educador deve se perceber, como um ser de passagem (ponte) sair do lugar da “queixa” e fazer a travessia (ensino-aprendizagem) para o lugar da Responsabilidade. O desafio de educar é apostar na diferença, é fazer laços, um laço que se sustente no desejo de querer saber. Onde há interrogação, existe uma possibilidade de encontro. Há abertura para novos olhares e fazeres . O saber é construído no Olhar ousado que unem os elos: escola -família-mundo. Ser educador. Um lugar em aberto. Vazio existencial: Queixa ou Escolha? A palestra tem como proposta provocar algumas reflexões como: Qual a nossa relação com o mundo hoje? Onde estão os laços sociais? Que relações nossos alunos estabelecem com o saber?
A Psicanálise escuta a Indisciplina: Vamos falar mais Sobre Isso?
O que entendemos como indisciplina? O que ela nos ensina? Qual a contribuição da Psicanálise para a educação? Existe um aluno ideal? A palestra tem como objetivo refletir sobre estas questões.
Pais e Filhos: A Desculpabilização se Dá na Interseção
Educar hoje é alargar os horizontes, estamos em um momento de mudança de cenário, há uma urgência no ar em recuperarmos os laços sociais. Escola e Família são parceiras, juntas precisam redescobrir formas de dialogar sobre valores e crenças. Não podemos continuar buscando culpados por tudo que não estamos conseguindo atuar. É preciso partirmos do possível, do hoje, na educação de filhos não há rascunhos e improvisos. É preciso desligarmos o piloto automático e nos responsabilizarmos pela educação de nossos filhos. Ser pais é uma função vitalícia. Na interseção há uma possibilidade de reencontro. A palestra “Pais e Filhos: A desculpabilização se dá na interseção” é um momento de diálogo e encontro entre Família e Escola”. Educar é suportar não ter respostas prontas e sim novas perguntas a serem levantadas.
Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade para Além dos “Rótulos” Estabelecidos.
Uma das principais perguntas dos pais e professores atualmente: É porque nossas crianças e jovens andam tão desatentos e agitados? Um dos motivos, seria o nosso olhar desatento para eles? “Estamos vivendo em uma sociedade hiperativa, em um tempo sem tempo, em um lugar sem lugar, o que vem contribuindo de alguma forma para os chamados comportamentos hiperativos. Entender o transtorno, suas causas e conseqüências é o primeiro passo para um tratamento bem-sucedido.” Haddad defende a ampliação do olhar sobre o TDA/H, principalmente no que se refere à práxis pedagógica que ajudará muito essas crianças e jovens que, de alguma forma já “carregam” angústias e fracassos. É preciso sempre lembrarmos que, cada aluno-aprendente constrói seu próprio caminho, apenas seu, e cabe a nós professores e pais a busca permanente de uma educação integral, sem fragmentação do conhecimento, com múltiplos olhares e muita flexibilidade.